Para
que, os cientistas do mundo todo considere a diversidade de espécies uma
riqueza de valor incalculável. Há quatro grandes motivos.
Primeiro motivo
Cada espécie vegetal ou animal produz alimentos, materiais e substâncias que só ela é capaz de produzir. O pé de cupuaçu é a única criatura capaz de gerar o fruto cupuaçu, assim como o coqueiro é o único capaz de produzir cocos.
A partir de pesquisas de plantas,
hoje se pode extrair uma grande quantidade de novos medicamentos e remédios.
Quase todos os alimentos e grande parte dos materiais e substâncias úteis para
a humanidade são derivados de espécies de vida animal ou vegetal.
Cada espécie de vegetal e animal é,
portanto, como uma pequena usina de produção de alimento, material ou
substância de que só ela tem a receita.
Assim, quando uma espécie de vida
desaparece, perdemos com ela não apenas as substâncias que ela é capaz de
produzir, mas também as receitas de como produzi-las!
Num único trecho de floresta, há
dezenas de tipos de árvores e arbustos, uma comunidade riquíssima de mamíferos,
pássaros, anfíbios, répteis, insetos, milhares de fungos e microrganismos.
Pode-se dizer, assim, que um único
trecho de floresta, se estudado e bem aproveitado, representa um capital de
milhões de dólares em alimentos, materiais e substâncias. É o que se chama de
capital natural.
Essa é apenas a primeira razão pela
qual a biodiversidade representa riqueza.
Segundo motivo
No interior de cada célula, de cada ser vivo, existe um código, chamado código genético, que é como uma mensagem cifrada.
Essa mensagem pode ser comparada
com uma instrução de como cada célula deve proceder para produzir cada parte
daquele organismo vivo, órgão por órgão, proteína por proteína. No todo, ele
contém as instruções para a produção daquele ser vivo por inteiro.
Hoje, a ciência tem capacidade de
acessar e decodificar cada uma das mensagens contidas no código genético de
qualquer planta ou animal.
Assim, uma floresta tropical pode
ser comparada com uma imensa biblioteca de ‘códigos genéticos’. E as
informações contidas em cada um deles podem ser utilizadas pela ciência para a
produção de uma infinidade de outras substâncias, órgãos e, até mesmo, novas
espécies de seres vivos.
Alguns exemplos do que pode obter
por meio da engenharia genética:
- 1 gene de um inseto, inserido no
código genético do mamão, pode torna-lo imune a uma praga que destrói
plantações;
- 1 gene de um animal mamífero,
inserido na soja, pode fazer com que ela produza o hormônio humano do
crescimento. O litro dessa substância chega a custar, hoje, cerca de 20 milhões
de dólares;
- 1 gene de mandioca, inserido no
código genético do feijão, pode torna-lo resistente à seca.
Identificar, entre as centenas de
milhares de espécies de plantas e animais, quais podem ser úteis para a
pesquisa e a produção de certas substâncias seria uma tarefa quase impossível.
O que salva o trabalho dos
cientistas é contar com o conhecimento das populações indígenas e de outras
comunidades tradicionais. Elas conhecem muito bem as plantas e animais de cada
região: onde se encontram qual a sua utilidade, como trata-los.
O conhecimento e as técnicas
acumulados em séculos por essas comunidades têm um valor inestimável. Sua
cultura e seus sábios merecem um respeito especial por parte de todos o
brasileiros.
Terceiro Motivo
Se toda vez que ocorre se uma tempestade no meio de uma floresta tropical o vento e a chuva derrubam sem, em um trecho da mata, dezenas de grandes árvores velhas com cerca de 50 metros de altura. Cada uma delas ao tombarem abrisse uma ampla clareza na mata. Um dia a floresta se acabaria se não pudesse se refazer ao longo do tempo à medida que novas tempestades caíssem ela só perderia vegetação e ganharia novas clareiras.
Quarto Motivo
Uma paisagem natural saudável se auto-sustenta por meio da interação entre todos os seres vivos que a compõem, desde os mais microscópicos até os grandes mamíferos. Todo esse conjunto de vidas, por sua vez, forma como que um grande organismo que interage com o ar, a luz do sol, a água e o solo que o cerca.
Terceiro Motivo
Se toda vez que ocorre se uma tempestade no meio de uma floresta tropical o vento e a chuva derrubam sem, em um trecho da mata, dezenas de grandes árvores velhas com cerca de 50 metros de altura. Cada uma delas ao tombarem abrisse uma ampla clareza na mata. Um dia a floresta se acabaria se não pudesse se refazer ao longo do tempo à medida que novas tempestades caíssem ela só perderia vegetação e ganharia novas clareiras.
Mas o fato é que a floresta se refaz em cada clareira e é só
por isso que as florestas tropicais não se acabam.
Quarto Motivo
Uma paisagem natural saudável se auto-sustenta por meio da interação entre todos os seres vivos que a compõem, desde os mais microscópicos até os grandes mamíferos. Todo esse conjunto de vidas, por sua vez, forma como que um grande organismo que interage com o ar, a luz do sol, a água e o solo que o cerca.
Com o tempo, os cientistas sederam conta que esse grande ‘organismo’
presta serviços à natureza cujo valor é incalculável. E, por consequência,
presta um serviço inestimável a toda a humanidade.
Que serviços são esses?
- São as paisagens naturais saudáveis que abastecem o ar com
o oxigênio necessário para os seres vivos.
- Elas também retiram do ar o excesso de gás carbônico que
aumentou rapidamente, em nosso mundo, com a queimada de combustíveis como
carvão e o petróleo.
- Elas fertilizam o solo, ao mesmo tempo em que impedem que sua
erosão e assoreamento acabem com a saúde das terras e dos rios.
- Elas regulam as chuvas e o clima
de cada região do planeta.
- Elas promovem a limpeza das águas
da terra, com a evaporação gerada pelo calor do sol e pela ação dos
microrganismos.
- Elas decompõem os seres mortos e
o lixo, devolvendo-os para nós na forma de matéria-prima para a produção de
mais vida e riqueza.
Além dos serviços prestados
diretamente ao meio ambiente, as paisagens naturais oferecem aos seres humanos
um espaço de repouso, lazer e contemplação da beleza. O contato com esse
universo virgem muitas vezes é vital para o equilíbrio psicológico e a saúde
física do homem. Além de ser essencial para algumas culturas, como as
indígenas, que desapareceriam junto com seus ambientes naturais.


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